Cronologia bíblica
Estudo bíblico: Cronologia bíblica. Acompanha os acontecimentos. Descobre as ligações.
1. As Origens da Criação e Humanidade
AT
Criação até ~2100 a.C.
Síntese
A criação soberana de Deus, a rebelião humana no Éden, o primeiro anúncio da redenção (Protoevangelho), a corrupção antediluviana, o juízo e salvação no Dilúvio, e a dispersão dos povos na Torre de Babel.
Génesis 1–11
Deus (Criador)
Adão
Eva
Caim
Abel
Enoque
Noé
Sem
Ninrode
Criação dos Céus, da Terra e do Homem
Início dos tempos
Génesis 1:1–2:25
Génesis
Deus (Criador)
Adão
Eva
Descrição
Deus cria todo o universo pelo poder da Sua Palavra e forma o ser humano à Sua imagem e semelhança (imago Dei), colocando-o no jardim do Éden para lavrar e guardar a criação em santa comunhão.
Afirma a soberania absoluta do Deus Criador, a bondade intrínseca da criação original e a dignidade singular da vida humana.
A Queda no Éden e a Promessa da Redenção (Protoevangelho)
Origens
Génesis 3:1–24
Génesis
Adão
Eva
A Serpente (Tentador)
Deus
Descrição
Adão e Eva desobedecem à ordem divina, comendo do fruto proibido. O pecado e a morte entram no mundo. Deus pronuncia o juízo, mas promete que a descendência da mulher ferirá a cabeça da serpente (Génesis 3:15).
O Protoevangelho em Génesis 3:15 é a primeira promessa messiânica da Bíblia: a vitória final de Cristo sobre Satanás e o mal.
Caim e Abel: A Primeira Ruptura Humana
Origens
Génesis 4:1–26
Génesis
Caim
Abel
Sete
Adão
Eva
Descrição
Caim, movido por inveja e ira, assassina o seu irmão justo Abel. Deus marca Caim e preserva a linhagem humana piedosa através do nascimento de Sete.
Evidencia a propagação imediata da corrupção do pecado no coração humano e a fidelidade de Deus em preservar uma linhagem de fé.
O Dilúvio e a Aliança de Deus com Noé
Período Antediluviano
Génesis 6:1–9:17
Génesis
Noé
Sem
Cam
Jafé
Descrição
Diante da corrupção violenta da terra, Deus julga o mundo com o Dilúvio, poupando o justo Noé e a sua família na Arca. Após as águas baixarem, Deus sela uma aliança com o arco-íris, prometendo jamais destruir toda a terra com água.
A Arca prefigura a salvação em Cristo (1 Pedro 3:20–21) e o arco-íris atesta a fidelidade misericordiosa de Deus para com a criação.
A Torre de Babel e a Dispersão dos Povos
~2200 a.C.
Génesis 11:1–9
Génesis
Ninrode
Os Povos da Terra
Descrição
Em rebelde altivez e busca de fama própria, a humanidade tenta construir uma torre cujo topo alcance o céu. Deus confunde as línguas e dispersa os povos sobre a face de toda a terra.
Adverte contra o orgulho e a auto-suficiência humana, preparando o cenário para Deus chamar uma única família (Abraão) para abençoar todas as nações.
2. Os Patriarcas e a Aliança da Promessa
AT
~2100 – 1876 a.C.
Síntese
A vocação de Abraão na Mesopotâmia, o nascimento da fé monoteísta bíblica, a aliança incondicional das bênçãos, os patriarcas Isaque e Jacob (Israel), a perseverança de Job e a providência salvífica de José no Egipto.
Génesis 12–50; Job
Abraão
Sara
Ló
Isaque
Rebeca
Job
Jacob (Israel)
Esaú
José
Judá
A Chamada de Abraão e a Aliança de Fé
~2091 a.C.
Génesis 12:1–9; 15:1–21; 17:1–27
Génesis
Abraão
Sara
Ló
Melquisedeque
Descrição
Deus chama Abrão de Ur dos Caldeus para ir a Canaã. Deus promete-lhe terra, numerosa semente e que «em ti serão benditas todas as famílias da terra». Abrão crê no Senhor e isso é-lhe imputado para justiça.
Estabelecimento da Aliança Abrâmica, base da promessa da terra e da linhagem messiânica que abençoa todas as nações (Gálatas 3:8).
As Provações e a Fidelidade Inabalável de Job
Era Patriarcal (~2000 a.C.)
Job 1:1–42:17
Job
Job
Esposa de Job
Elifaz
Bildade
Zofar
Eliú
Deus
Descrição
Na terra de Uz, o íntegro Job sofre a perda devastadora de bens, filhos e saúde. Mantém a confiança no seu Redentor que vive (Job 19:25) e, após o encontro solene com a majestade de Deus, tem a sua prosperidade e comunhão restauradas.
Aborda o mistério do sofrimento do justo e aponta para a soberania inescrutável de Deus e o Redentor ressurreto.
O Nascimento e a Prova do Monte Moriá (Isaque)
~2066 – 2030 a.C.
Génesis 21:1–7; 22:1–19
Génesis
Abraão
Sara
Isaque
O Anjo do Senhor
Descrição
Nasce o filho da promessa, Isaque, na velhice de Abraão e Sara. Mais tarde, Deus prova a fé de Abraão no Monte Moriá, providenciando um carneiro em substituição de Isaque.
A substituição vicária no Moriá é uma das imagens mais nítidas do Antigo Testamento sobre a oferta do próprio Filho de Deus no Gólgota (Romanos 8:32).
A Luta no Ribeiro de Jaboque: Jacob Torna-se Israel
~1906 a.C.
Génesis 28:10–22; 32:22–32
Génesis
Jacob (Israel)
Esaú
Labão
Raquel
Lia
Descrição
Jacob, fugitivo para Padã-Arã, tem a visão da escada para o céu em Betel. Anos depois, ao regressar para reconciliar-se com Esaú, luta a noite inteira com o Anjo do Senhor e tem o seu nome mudado para Israel («príncipe que luta com Deus»).
Transformação espiritual do patriarca e fundação das doze tribos de Israel, o povo eleito da aliança.
José Vendido ao Egipto e a Salvação da Família Patriarcal
~1898 – 1876 a.C.
Génesis 37:1–36; 41:1–57; 45:1–50:26
Génesis
José
Jacob
Judá
Potifar
Faraó
Descrição
José é traído e vendido pelos irmãos como escravo. No Egipto, após falsas acusações e prisão, interpreta os sonhos do Faraó e torna-se governador. Durante a fome, perdoa e acolhe a sua família na terra de Gósen.
Testemunho soberano da providência divina: «Vós intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o tornou em bem, para conservar em vida a um povo grande» (Génesis 50:20).
3. O Êxodo, a Lei no Sinai e a Peregrinação no Deserto
AT
~1446 – 1406 a.C. (ou data tardia ~1260 a.C.)
Síntese
A escravidão opressora no Egipto, o envio de Moisés, as Dez Pragas, a Páscoa, a passagem milagrosa do Mar Vermelho, a entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, a ereção do Tabernáculo e os 40 anos de peregrinação no deserto.
Êxodo; Levítico; Números; Deuteronómio
Moisés
Arão
Miriã
Faraó
Josué
Calebe
Eleazar
Nascimento de Moisés e a Sarça Ardente
~1526 – 1446 a.C.
Êxodo 1:1–4:31
Êxodo
Moisés
Joquebede
Miriã
Filha do Faraó
Arão
Descrição
Moisés é salvo das águas do Nilo e educado no palácio egípcio. Aos 80 anos, após fugir para Midiã, Deus aparece-lhe numa sarça ardente e revela o Seu Nome eterno YHWH («EU SOU O QUE SOU»), enviando-o para libertar Israel.
Revelação do Nome da Aliança de Deus e comissionamento do mediador do Antigo Pacto.
As Dez Pragas do Egipto e a Instituição da Primeira Páscoa
~1446 a.C.
Êxodo 7:14–12:36
Êxodo
Moisés
Arão
Faraó
Descrição
Deus envia dez pragas que desmascaram os falsos deuses do Egipto. Na décima praga, institui a Páscoa: o sangue do cordeiro aspergido nos umbrais das portas livra os primogénitos de Israel do juízo mortal.
O cordeiro pascal prefigura Cristo, o verdadeiro Cordeiro de Deus cujo sangue nos livra da condenação (1 Coríntios 5:7).
A Travessia do Mar Vermelho e o Livramento Triunfante
~1446 a.C.
Êxodo 14:1–15:21
Êxodo
Moisés
Miriã
O Povo de Israel
O Exército Egípcio
Descrição
Encurralados entre o exército egípcio e as águas, Deus abre o Mar Vermelho para o Seu povo passar a pé enxuto e destrói os perseguidores nas águas. Israel canta hinos de louvor ao Senhor da vitória.
O grande ato redentor do Antigo Testamento, símbolo bíblico do poder soberano de Deus em resgatar os Seus filhos da escravidão.
A Aliança no Monte Sinai e a Entrega da Lei (Torá)
~1446 a.C.
Êxodo 19:1–24:18
Êxodo
Moisés
Arão
O Povo de Israel
Descrição
No Sinai envolto em fumo e fogo santo, Deus proclama os Dez Mandamentos e estabelece a Sua aliança com a nação de Israel, chamando-a para ser «um reino de sacerdotes e um povo santo».
A Lei Moral reflete a santidade de Deus e define o padrão reto de justiça para com o Criador e com o próximo.
A Construção do Tabernáculo e o Sacerdócio Aarónico
~1445 a.C.
Êxodo 25:1–40:38; Levítico
Êxodo
Levítico
Moisés
Arão
Bezalel
Aoliabe
Descrição
Conforme o modelo revelado no monte, constrói-se o Tabernáculo como morada móvel de Deus no meio do acampamento. A glória do Senhor enche o santuário e estabelece-se o sistema de sacrifícios expiatórios.
O Tabernáculo ilustra como um Deus Santo habita no meio de pecadores por meio da expiação (João 1:14; Hebreus 9:11).
A Crise dos Espias em Cades-Barneia e os 40 Anos no Deserto
~1444 – 1406 a.C.
Números 13:1–14:45; 21:4–9
Números
Josué
Calebe
Moisés
Arão
Descrição
Dez dos doze espias trazem um relatório de incredulidade sobre a terra prometida. O povo rebela-se e Deus condena aquela geração a peregrinar 40 anos até perecer no deserto. Mais tarde, Deus cura os mordidos por serpentes mediante a serpente de bronze levantada na haste.
Adverte contra a incredulidade (Hebreus 3). A serpente de bronze prefigura Cristo levantado na cruz para conceder vida eterna (João 3:14–15).
O Renovamento da Aliança em Moabe e a Morte de Moisés
~1406 a.C.
Deuteronómio 1:1–34:12
Deuteronómio
Moisés
Josué
Descrição
Nas planícies de Moabe, Moisés prega os seus últimos sermões, renovando a aliança com a nova geração de Israel. Contempla a Terra Prometida do topo do Monte Nebo e falece, sendo sepultado pelo próprio Deus.
Conclusão da Torá e proclamação do grande mandamento: amar o Senhor de todo o coração, alma e força (Deuteronómio 6:4–5).
4. A Conquista de Canaã e o Período dos Juízes
AT
~1406 – 1050 a.C.
Síntese
A entrada na Terra Prometida sob a liderança de Josué, a queda de Jericó, a partilha da herança entre as tribos, os ciclos repetidos de pecado, opressão e libertação por juízes suscitas por Deus, e a história de redenção de Rute.
Josué; Juízes; Rute
Josué
Raabe
Calebe
Débora
Gideão
Jefté
Sansão
Rute
Boaz
Noemi
A Travessia do Rio Jordão e a Queda dos Muros de Jericó
~1406 a.C.
Josué 3:1–6:27
Josué
Josué
Raabe
Os Sacerdotes
Descrição
As águas do Jordão dividem-se diante da Arca da Aliança. Israel ergue doze pedras como memorial de fé. Em Jericó, após marcharem sete dias em volta da cidade segundo as ordens do Senhor, as muralhas colapsam milagrosamente e Raabe é resgatada.
A vitória pertence ao Senhor quando há fé e obediência. A salvação de Raabe demonstra a graça universal que inclui gentios na fé (Hebreus 11:31; Mateus 1:5).
A Conquista da Terra e o Desafio de Josué em Siquém
~1400 – 1375 a.C.
Josué 11:1–24:33
Josué
Josué
Calebe
Eleazar
Descrição
Israel subjuga as coalizões de reis cananeus e divide as possessões tribais. Em Siquém, o idoso Josué convoca o povo a permanecer fiel: «Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR».
Cumprimento fiel da promessa feita séculos antes a Abraão de que os seus descendentes possuiriam a terra.
Débora e Baraque: Vitória contra Sísera
~1209 a.C.
Juízes 4:1–5:31
Juízes
Débora
Baraque
Jael
Sísera
Descrição
A profetisa Débora julga Israel com sabedoria e convoca Baraque para enfrentar o exército cananeu de Sísera com os seus 900 carros de ferro. O Senhor desbarata o inimigo e Sísera é morto na tenda de Jael.
Deus levanta liderança corajosa em tempos de crise espiritual e concede livramento através de instrumentos improváveis.
Gideão e os 300 Homens contra os Midianitas
~1162 a.C.
Juízes 6:1–8:35
Juízes
Gideão
Descrição
Israel sofre sob a pilhagem devastadora dos midianitas. Deus chama o hesitante Gideão («vai nesta tua força») e reduz o seu exército a apenas 300 homens com cântaros e tochas, para que a glória da vitória pertença exclusivamente ao Senhor.
Ensina que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza humana, impedindo Israel de vangloriar-se da sua própria força militar.
Rute, a Moabita, e Boaz: A Providência do Parente Resgatador
Período dos Juízes (~1150 a.C.)
Rute 1:1–4:22
Rute
Rute
Noemi
Boaz
Descrição
Durante uma fome, a viúva Noemi e a sua nora moabita Rute regressam empobrecidas a Belém. Pela lealdade fiel de Rute («o teu povo é o meu povo e o teu Deus é o meu Deus»), Boaz assume o papel de Go’el (parente resgatador), casando com Rute e gerando Obede, avô de David.
Retrata a redenção graciosa de Deus para os desamparados e estabelece a linhagem histórica da qual nascerá o Messias.
Sansão: Força Nazireia, Queda e Morte
~1075 – 1055 a.C.
Juízes 13:1–16:31
Juízes
Sansão
Dalila
Os Filisteus
Descrição
Consagrado como nazireu desde o ventre materno, Sansão recebe força sobrenatural pelo Espírito de Deus para ferir os filisteus. Cedendo à sedução de Dalila, perde os cabelos e a visão, mas no fim clama ao Senhor e derruba as colunas do templo pagão.
Ilustra o perigo do compromisso com o pecado, mas demonstra a misericórdia de Deus ao ouvir a oração humilde na hora final.
5. A Monarquia Unida: Saul, David e Salomão
AT
~1050 – 931 a.C.
Síntese
A transição profética com Samuel, a unção e fracasso do primeiro rei Saul, a eleição soberana de David, a derrota de Golias, a aliança davídica messiânica, a conquista de Jerusalém, e o reinado glorioso de Salomão com a construção do Primeiro Templo.
1 & 2 Samuel; 1 Reis 1–11; 1 Crónicas
Samuel
Saul
Jónatas
David
Natã
Bate-Seba
Salomão
O Chamado de Samuel e o Fim do Sacerdócio de Eli
~1080 – 1050 a.C.
1 Samuel 1:1–3:21; 7:1–17
1 Samuel
Ana
Eli
Samuel
Descrição
Respondendo à oração angustiada de Ana, nasce Samuel, consagrado no tabernáculo em Siló. Na infância, Deus chama-o («Fala, Senhor, porque o teu servo ouve»). Samuel cresce como profeta reconhecido e julga Israel com justiça.
Marca a transição histórica dos juízes para a era dos reis e inaugura a ordem profética institucional em Israel.
A Escolha de Saul como Primeiro Rei e a sua Rejeição
~1050 – 1010 a.C.
1 Samuel 8:1–10:27; 13:1–15:35
1 Samuel
Saul
Samuel
Jónatas
Descrição
O povo exige um rei humano para ser igual às outras nações. Samuel unge Saul, alto e valoroso. Todavia, a impaciência, presunção e desobediência de Saul custam-lhe a coroa: «Melhor é o obedecer do que o sacrificar».
Demonstra que Deus avalia o coração e a obediência sincera, e não apenas a estatura externa ou o poder militar.
A Unção de David em Belém e a Derrota do Gigante Golias
~1025 a.C.
1 Samuel 16:1–17:58
1 Samuel
David
Golias
Samuel
Saul
Jessé
Descrição
Deus envia Samuel a Belém para ungir o jovem pastor David («o homem vê o exterior, porém o SENHOR olha para o coração»). No vale de Elá, desafiado pelo gigante Golias que afrontava os exércitos de Deus, David vence-o com uma funda e uma pedra.
Afirma que a batalha é do Senhor. David emerge como o modelo do rei segundo o coração de Deus.
David Rei de Israel, a Conquista de Sião e a Aliança Davídica
~1010 – 1000 a.C.
2 Samuel 5:1–7:29; 1 Crónicas 17
2 Samuel
1 Crónicas
David
Natã profeta
Abner
Joabe
Descrição
Após anos de perseguição por Saul, David é coroado rei de todo o Israel. Conquista a fortaleza de Sião (Jerusalém) e transporta a Arca. Quando David deseja construir um templo para Deus, o Senhor faz-lhe uma promessa maior: estabelecer a sua casa e trono para sempre.
A Aliança Davídica (2 Samuel 7:12–16) garante o trono eterno do qual descenderá o Messias Jesus, o Filho de David.
A Queda de David com Bate-Seba e a Graça do Perdão
~995 a.C.
2 Samuel 11:1–12:25; Salmo 51
2 Samuel
Salmos
David
Bate-Seba
Urias o heteu
Natã profeta
Descrição
David comete adultério com Bate-Seba e arquiteta a morte em combate de Urias. Confrontado corajosamente pelo profeta Natã («Tu és esse homem»), David quebranta-se em arrependimento genuíno e compõe o Salmo 51, recebendo o perdão do Senhor.
Revela a gravidade das consequências do pecado mesmo nos santos, mas magnifica a abundante graça perdoadora de Deus ao coração contrito.
O Reinado de Salomão e a Edificação do Primeiro Templo
~970 – 959 a.C.
1 Reis 3:1–8:66; 2 Crónicas 1–7
1 Reis
2 Crónicas
Salomão
A Rainha de Sabá
Os Sacerdotes
Descrição
Salomão pede a Deus sabedoria para liderar o povo. Com paz e riquezas sem paralelo, constrói no Monte Moriá em Jerusalém o Primeiro Templo, revestido de ouro. Na dedicação solene, o fogo desce do céu e a glória do Senhor enche a Casa.
O Templo em Jerusalém torna-se o centro sagrado da adoração bíblica e sinal tangível da presença de Deus entre os homens.
O Declínio de Salomão e a Advertência da Divisão do Reino
~940 – 931 a.C.
1 Reis 11:1–43
1 Reis
Eclesiastes
Salomão
Jeroboão I
Aías profeta
Descrição
Na velhice, Salomão apega-se a alianças matrimoniais estrangeiras que desviam o seu coração para a idolatria a deuses pagãos. Deus anuncia que o reino será rasgado das mãos do seu sucessor, preservando apenas uma tribo por amor a David.
Ensina que nem mesmo a maior sabedoria humana substitui a lealdade incondicional a Deus até ao fim da vida.
6. O Reino Dividido e os Ministérios Proféticos
AT
~931 – 722 a.C.
Síntese
A cisão da nação em Reino do Norte (Israel/10 tribos, capital Samaria) e Reino do Sul (Judá/2 tribos, capital Jerusalém), os confrontos proféticos de Elias e Eliseu contra o baalismo, e o ministério dos primeiros profetas escritores.
1 & 2 Reis; 2 Crónicas; Elias, Eliseu, Amós, Oseias, Jonas, Isaías
Roboão
Jeroboão I
Acabe
Jezabel
Elias
Eliseu
Amós
Oseias
Jonas
Isaías
A Divisão Nacional em 931 a.C.: Reino de Israel e Reino de Judá
931 a.C.
1 Reis 12:1–33; 2 Crónicas 10
1 Reis
2 Crónicas
Roboão (Sul/Judá)
Jeroboão I (Norte/Israel)
Semaías profeta
Descrição
Roboão recusa aliviar os tributos do povo e as dez tribos do Norte separam-se sob a liderança de Jeroboão I. Jeroboão introduz o culto a bezerros de ouro em Dã e Betel para evitar que os seus cidadãos viajem ao Templo de Jerusalém.
O cisma nacional marca séculos de tragédia espiritual e fraqueza geopolítica para ambas as nações irmãs.
Elias no Monte Carmelo: O Fogo do Senhor contra os Falsos Deuses
~865 a.C.
1 Reis 17:1–19:21
1 Reis
Elias
Rei Acabe
Rainha Jezabel
Profetas de Baal
Descrição
Durante três anos e meio de seca por causa da idolatria patrocinada por Acabe e Jezabel, Elias desafia os 450 profetas de Baal no Monte Carmelo. Após o sacrifício encharcado com água, o fogo de Deus desce do céu consumindo o holocausto, e o povo clama: «O SENHOR é Deus!».
Reafirma que só o Senhor é o Deus vivo e soberano, chamando o povo de volta à adoração exclusiva.
A Transladação de Elias e os Milagres de Eliseu
~850 – 800 a.C.
2 Reis 2:1–6:23
2 Reis
Elias
Eliseu
Naamã o sírio
Geazi
A Sunamita
Descrição
Elias é arrebatado ao céu num redemoinho com carros e cavalos de fogo, e o seu manto recai sobre Eliseu com porção dobrada do espírito profético. Eliseu realiza notáveis milagres de misericórdia e cura Naamã, general sírio leproso, nas águas do Jordão.
A cura do gentio Naamã ilustra a graça de Deus alcançando além das fronteiras de Israel (Lucas 4:27).
Jonas em Nínive: A Misericórdia de Deus para com os Gentios
~780 – 760 a.C.
Jonas 1:1–4:11
Jonas
Jonas
O Rei e Povo de Nínive
Descrição
Enviado a pregar arrependimento à capital assíria, Jonas tenta fugir de navio para Társis. Após três dias no ventre de um grande peixe, vai a Nínive, onde toda a cidade se arrepende em cinza e Deus suspende a destruição.
Sinal profético da ressurreição de Cristo ao terceiro dia (Mateus 12:40) e proclamação de que a salvação de Deus se destina a todas as nações.
Os Profetas Amós e Oseias: Justiça Social e Amor Leal de Deus
~760 – 730 a.C.
Livros de Amós e Oseias
Amós
Oseias
Amós
Oseias
Gomer
Descrição
Amós clama contra a opressão dos pobres e hipocrisia religiosa («corra o juízo como as águas»). Oseias, através do casamento com a infiel Gomer, vive na própria pele o amor leal (chésed) de Deus que continua a buscar o Seu povo apóstata.
Articulação da santidade moral inegociável da aliança e do amor divino inabalável que triunfa sobre a infidelidade humana.
7. A Queda de Samaria e a Sobrevivência de Judá até ao Exílio
AT
~722 – 586 a.C.
Síntese
A destruição de Samaria e a dispersão do Reino do Norte pelo Império Assírio em 722 a.C., as reformas de Ezequias e Josias em Judá, a libertação de Jerusalém do cerco de Senaqueribe, a pregação de Jeremias e a queda de Jerusalém para a Babilónia em 586 a.C.
2 Reis 17–25; 2 Crónicas 29–36; Isaías; Jeremias; Miqueias
Ezequias
Isaías
Senaqueribe
Manassés
Josias
Hilquias
Jeremias
Nabucodonosor
A Queda de Samaria e a Dispersão do Reino do Norte em 722 a.C.
722 a.C.
2 Reis 17:1–41
2 Reis
Oseias (último rei de Israel)
Salmaneser V
Sargão II
Descrição
Após resistir a três anos de cerco assírio, Samaria capitula. A elite do Reino do Norte é deportada para a Mesopotâmia e colonos estrangeiros são assentados na região (origem dos samaritanos). As Escrituras indicam como causa a idolatria contínua e a rejeição aos profetas.
Juízo divino histórico comprovado: a violação deliberada e persistente da aliança acarreta perda da herança prometida.
A Reforma de Ezequias e o Cerco Milagroso de Senaqueribe
~715 – 701 a.C.
2 Reis 18:1–19:37; Isaías 36–37
2 Reis
Isaías
2 Crónicas
Rei Ezequias
Profeta Isaías
Senaqueribe rei da Assíria
Descrição
Ezequias purifica o culto e restabelece a Páscoa em Sião. Quando o poderoso exército assírio cerca Jerusalém zombando de Deus, Ezequias estende a carta ameaçadora perante o Senhor no Templo. Isaías profetiza o livramento, e o Anjo do Senhor fere 185 mil no acampamento assírio.
Manifestação monumental de que nenhum poder imperial se pode sobrepor ao Deus de Israel quando o Seu povo confia na oração.
A Reforma de Josias e a Descoberta do Livro da Lei em 622 a.C.
~622 a.C.
2 Reis 22:1–23:30; 2 Crónicas 34–35
2 Reis
2 Crónicas
Rei Josias
Hilquias sumo sacerdote
Safã
Hulda profetisa
Descrição
Durante obras de restauração no Templo degradado, o sacerdote Hilquias descobre o rolo da Lei (Torá). O jovem rei Josias rasga as suas vestes comovido, abole a idolatria em todo o país e celebra uma Páscoa memorável.
O poder revitalizador da redescoberta das Escrituras na vida espiritual pessoal e comunitária da fé.
O Ministério de Jeremias e a Promessa da Nova Aliança
~627 – 580 a.C.
Jeremias 1:1–19; 31:31–34; Baruque
Jeremias
Lamentações
Jeremias
Baruque escriba
Rei Joaquim
Rei Zedequias
Descrição
Jeremias suporta perseguições e masmorras ao proclamar a ruína iminente caso a nação não se arrependa. No meio das lágrimas, profetiza a maior promessa da redenção: «Firmarei uma Nova Aliança... porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração».
A promessa fundamental da Nova Aliança em Cristo (Jeremias 31:31; Lucas 22:20; Hebreus 8:8–12), selada pelo Espírito Santo.
A Queda de Jerusalém e a Destruição do Primeiro Templo em 586 a.C.
586 a.C. (9 de Av)
2 Reis 25:1–26; 2 Crónicas 36:11–21; Jeremias 39:1–18; Lamentações
2 Reis
2 Crónicas
Jeremias
Lamentações
Nabucodonosor II
Zedequias (último rei de Judá)
Nebuzaradã
Descrição
Após ano e meio de cerco desumano com fome extrema, as tropas babilónicas quebram as muralhas de Jerusalém. O Templo de Salomão é incendiado, os muros demolidos e a maior parte do povo levada cativa para a Babilónia.
Ponto de viragem drástico na história bíblica: o fim da monarquia davídica temporal e o início do Exílio de 70 anos profetizado.
8. O Exílio na Babilónia e o Império Persa
AT
~605 – 538 a.C.
Síntese
As três deportações para a Babilónia (605, 597 e 586 a.C.), a fidelidade inquebrantável de Daniel e dos seus amigos nas cortes pagãs, as visões e mensagens de esperança de Ezequiel junto ao rio Quebar, e o livramento heroico de Ester em Susã.
Daniel; Ezequiel; Ester
Daniel
Sadraque
Mesaque
Abednego
Ezequiel
Belsazar
Ciro o Grande
Ester
Mardoqueu
Daniel e os Três Companheiros nas Cortes da Babilónia
~605 – 536 a.C.
Daniel 1:1–21; 2:1–49
Daniel
Daniel
Sadraque
Mesaque
Abednego
Nabucodonosor
Descrição
Levados como nobres cativos na primeira deportação em 605 a.C., Daniel e os seus amigos recusam contaminar-se com as iguarias do rei. Deus concede-lhes sabedoria notável, e Daniel interpreta o sonho da estátua revelando os impérios futuros e o Reino Eterno de Deus.
Deus soberano reina sobre a história universal dos impérios humanos e exalta aqueles que Lhe permanecem fiéis.
A Fornalha Ardente e a Cova dos Leões
~585 e ~538 a.C.
Daniel 3:1–30; 6:1–28
Daniel
Sadraque
Mesaque
Abednego
Daniel
Rei Nabucodonosor
Rei Dario o Medo
Descrição
Os três jovens recusam prostrar-se perante a estátua de ouro de Nabucodonosor e são lançados na fornalha ardente, onde o Filho de Deus anda com eles entre as chamas sem que se queimem. Mais tarde, Daniel, por continuar a orar ao seu Deus, é lançado na cova dos leões e salvo pelo anjo do Senhor.
Testemunha o poder salvífico de Deus que acompanha os Seus servos no fogo da aflição e sela o testemunho diante dos governantes das nações.
Ezequiel: A Glória de Deus e a Visão do Vale dos Ossos Secos
~593 – 571 a.C.
Ezequiel 1:1–28; 37:1–28
Ezequiel
Profeta Ezequiel
Descrição
Vivendo como cativo junto ao rio Quebar, Ezequiel contempla a partida da glória do Templo corrompido, mas profetiza o futuro avivamento nacional: na visão do vale dos ossos secos, o sopro do Espírito Santo dá vida a um exército imenso, prometendo um coração novo e um espírito novo.
Promessa da regeneração espiritual pelo Espírito Santo e da restauração messiânica sob o único Bom Pastor (Ezequiel 34 e 36).
A Queda da Babilónia em 539 a.C. e a Mão Misteriosa na Parede
539 a.C.
Daniel 5:1–31; Isaías 44:28–45:4
Daniel
Isaías
Rei Belsazar
Daniel
Ciro o Grande da Pérsia
Descrição
Durante o banquete profano de Belsazar usando os vasos sagrados do Templo, surge uma mão misteriosa que escreve na parede: «MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM». Daniel decifra o juízo divino, e naquela mesma noite a Babilónia cai perante o exército persa de Ciro.
Cumprimento rigoroso das profecias de Isaías e Jeremias, demonstrando a precisão infalível da Palavra de Deus na história.
Ester e Mardoqueu: Salvação do Povo Judeu do Extermínio
~483 – 473 a.C.
Livro de Ester 1:1–10:3
Ester
Ester
Mardoqueu
Rei Assuero (Xerxes I)
Hamã
Descrição
Na capital persa de Susã, a jovem judia Ester torna-se rainha. Quando o ministro Hamã trama um édito real para exterminar todos os judeus do império, Mardoqueu desafia Ester («quem sabe se para tal tempo como este chegaste ao reino?»). Ester arrisca a vida perante o rei, Hamã é desmascarado e o povo é liberto, instituindo a festa de Purim.
A providência invisível de Deus protegendo o povo da promessa para que a linhagem do Messias não fosse aniquilada.
9. O Regresso, a Reconstrução do Segundo Templo e as Muralhas
AT
~538 – 400 a.C.
Síntese
O decreto de Ciro em 538 a.C., as três vagas de regresso a Jerusalém lideradas por Zorobabel, Esdras e Neemias, a edificação do Segundo Templo com Ageu e Zacarias, a reconstrução das muralhas em 52 dias e o ministério final de Malaquias.
Esdras; Neemias; Ageu; Zacarias; Malaquias
Ciro o Grande
Zorobabel
Josué (sumo sacerdote)
Ageu
Zacarias
Esdras
Neemias
Malaquias
O Decreto de Ciro em 538 a.C. e a Primeira Vaga com Zorobabel
538 – 536 a.C.
Esdras 1:1–3:13; 2 Crónicas 36:22–23
Esdras
2 Crónicas
Ciro o Grande
Zorobabel
Josué sumo sacerdote
Descrição
Ciro promulga um édito imperial permitindo que os judeus regressem a Judá e reconstruam a Casa de Deus em Jerusalém. Cerca de 50 mil exilados voltam sob a liderança do príncipe Zorobabel e reedificam de imediato o altar de sacrifícios.
Término exato dos 70 anos de cativeiro profetizados por Jeremias (Jeremias 29:10) e regresso do remanescente fiel.
A Profecia de Ageu e Zacarias e a Dedicação do Segundo Templo em 515 a.C.
~520 – 515 a.C.
Esdras 5:1–6:22; Ageu 1–2; Zacarias 1–8
Esdras
Ageu
Zacarias
Ageu profeta
Zacarias profeta
Zorobabel
Josué sumo sacerdote
Dario I
Descrição
Após anos de desânimo e paralisação pelas oposições vizinhas, os profetas Ageu e Zacarias encorajam o povo a priorizar o Reino de Deus. O Segundo Templo é solenemente concluído e dedicado no sexto ano do rei Dario I (515 a.C.).
Ageu profetiza que «a glória desta última casa será maior do que a da primeira» (Ageu 2:9), pois o próprio Messias encarnado visitaria os seus átrios.
O Regresso do Escriba Esdras e a Reforma da Palavra em 458 a.C.
~458 a.C.
Esdras 7:1–10:44
Esdras
Esdras escriba e sacerdote
Artaxerxes I
Descrição
Esdras, perito na Lei de Moisés, lidera a segunda vaga de regresso com autorização do rei persa Artaxerxes I. Ele aplica o seu coração «a estudar a Lei do SENHOR, a cumpri-la e a ensiná-la em Israel» (Esdras 7:10), promovendo profunda purificação espiritual.
Recondução da comunidade pós-exílica à centralidade das Escrituras e à obediência santa.
Neemias e a Reconstrução das Muralhas de Jerusalém em 52 Dias
~445 a.C.
Neemias 1:1–6:19; 8:1–18
Neemias
Neemias governador
Sambalate
Tobias
Esdras escriba
Descrição
Como copeiro do rei em Susã, Neemias chora ao saber da desolação das muralhas de Jerusalém. Nomeado governador, mobiliza todas as famílias para trabalhar com espada numa mão e colher de pedreiro na outra, completando os muros em tempo recorde de 52 dias. Depois, reúne a nação para a leitura pública da Torá por Esdras.
Exemplo sublime de oração fervorosa, liderança corajosa e restauração da segurança física e identidade espiritual do povo de Deus.
Malaquias: O Fecho do Cânon do Antigo Testamento e o Precursor
~430 – 400 a.C.
Livro de Malaquias 1:1–4:6
Malaquias
Malaquias profeta
Descrição
Malaquias denuncia o desleixo moral dos sacerdotes, os casamentos mistos e a retenção dos dízimos e ofertas. Termina o Antigo Testamento apontando para o futuro: o envio de «Elias profeta» (João Batista) para preparar o caminho antes do «Sol da Justiça» que virá com cura nas suas asas.
Última voz profética canónica do Antigo Testamento, ligando diretamente o fecho profético à vinda do precursor de Jesus Cristo.
10. O Período Intertestamentário (Os «400 Anos de Silêncio Profético»)
Intertestamentário
~400 – 6 a.C.
Síntese
Período histórico de transição sem novos profetas canónicos em Israel, marcado pelas profecias cumpridas de Daniel: a ascensão do Império Grego de Alexandre o Grande, a tradução da Septuaginta (LXX), a perseguição de Antíoco Epifânio, a Revolta Macabeia e a conquista romana por Pompeu.
Cumprimento de Daniel 2, 7, 8, 11; Lucas 1–2
Alexandre o Grande
Ptolomeu
Antíoco IV Epifânio
Judas Macabeu
Pompeu
Herodes o Grande
A Queda do Império Persa e as Conquistas de Alexandre, o Grande
332 – 323 a.C.
Cumprimento de Daniel 8:1–22; 11:3–4
Daniel
Alexandre o Grande
Descrição
Alexandre conquista velozmente todo o Império Persa e visita a Judeia, cumprindo a profecia de Daniel sobre o «bode com chifre notável». O idioma grego (Koiné) torna-se a língua universal do mundo antigo, preparando o veículo perfeito para a divulgação do Novo Testamento.
A providência preparou a cultura e o idioma internacional que permitiriam a difusão rápida do Evangelho pelas nações.
A Tradução da Septuaginta (LXX) em Alexandria
~280 – 250 a.C.
História Bíblica Intertestamentária
Antigo Testamento em Grego
Eruditos judeus de Alexandria
Ptolomeu Filadelfo
Descrição
O Antigo Testamento hebraico é traduzido para o grego koiné em Alexandria, no Egipto. Esta versão bíblica torna-se a Bíblia amplamente lida e citada por Jesus, pelos Apóstolos e pela Igreja primitiva gentílica.
Possibilitou que as Escrituras hebraicas fossem lidas em todo o Império Romano, fomentando os tementes a Deus que acolheram o Evangelho.
A Profanação de Antíoco IV e a Revolta dos Macabeus
167 – 164 a.C.
Cumprimento de Daniel 8:9–14; 11:31; João 10:22
Daniel
Antíoco IV Epifânio
Matatias
Judas Macabeu
Descrição
O rei selêucida Antíoco Epifânio profana o Templo de Jerusalém erguendo um altar a Zeus e sacrificando um porco («a abominação da desolação»). A família dos Macabeus lidera uma revolta judaica corajosa, purifica o Templo em 164 a.C. e estabelece a Festa da Dedicação (Hanucá).
Preservação milagrosa da religião monoteísta bíblica e do povo da aliança perante a assimilação pagã forçada.
A Conquista Romana por Pompeu e a Ascensão de Herodes, o Grande
63 a.C. – 37 a.C.
Lucas 1:5; Mateus 2:1
Evangelhos
General Pompeu
Herodes o Grande
Júlio César
Descrição
Em 63 a.C., o general romano Pompeu conquista Jerusalém e a Judeia torna-se província vassala de Roma. Em 37 a.C., o Senado romano nomeia o idumeu Herodes («o Grande») como rei fantoche da Judeia, que amplia grandiosamente o Segundo Templo.
Prepara o cenário político exato (Pax Romana, estradas romanas e submissão civil) para a vinda do Messias «na plenitude dos tempos» (Gálatas 4:4).
11. A Vinda de Jesus Cristo e os Quatro Evangelhos
NT
~6 a.C. – 33 d.C. (ou 30 d.C.)
Síntese
A encarnação do Filho de Deus, o nascimento virginal em Belém, o ministério profético de João Batista, a proclamação do Reino de Deus por Jesus, os Seus milagres, ensinos e parábolas, a traição, a morte sacrificial na Cruz no Gólgota, a ressurreição ao terceiro dia e a ascensão aos céus.
Mateus; Marcos; Lucas; João
Jesus Cristo
Maria
José
João Batista
Pedro
João apóstolo
Judas Iscariotes
Pôncio Pilatos
Caifás
Maria Madalena
A Encarnação e o Nascimento de Jesus Cristo em Belém
~6 – 4 a.C.
Lucas 1:26–38; 2:1–20; Mateus 1:18–2:12
Mateus
Lucas
João
Jesus Menino
Maria
José
Arcanjo Gabriel
Pastores de Belém
Magos do Oriente
Descrição
O Verbo divino faz-se carne no ventre da virgem Maria pelo Espírito Santo. Jesus nasce em Belém de Judá, no cumprimento da profecia de Miqueias 5:2. Anjos proclamam paz na terra aos pastores e magos do Oriente viajam para adorar o Rei dos judeus.
O mistério central da Encarnação: Deus connosco (Emanuel). O Criador entra na história humana para ser o Salvador do mundo.
O Batismo de Jesus por João Batista e a Tentação no Deserto
~27 – 29 d.C.
Mateus 3:1–4:11; Marcos 1:9–13; Lucas 3:21–22; 4:1–13
Mateus
Marcos
Lucas
João
Jesus
João Batista
O Espírito Santo
A Voz do Pai
O Tentador
Descrição
João Batista prega no rio Jordão o arrependimento. Jesus é batizado para «cumprir toda a justiça»; o Espírito Santo desce em forma de pomba e a voz do Pai declara: «Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo». A seguir, Jesus jejua 40 dias no deserto e vence todas as tentações de Satanás citando a Escritura.
Manifestação da Trindade Santa. Como Segundo Adão, Jesus triunfa onde o primeiro homem e a nação de Israel falharam no deserto.
O Ministério na Galileia: Os Doze Apóstolos e o Sermão da Montanha
~29 – 32 d.C.
Mateus 5:1–7:29; 10:1–42; Marcos 1–9; Lucas 6
Mateus
Marcos
Lucas
João
Jesus
Pedro
Tiago
João
Mateus e os Doze Apóstolos
Descrição
Jesus anuncia que o Reino de Deus está próximo. No Sermão do Monte proclama as Bem-aventuranças e o padrão ético do Reino. Cura leprosos, paralíticos e cegos, acalma a tempestade no mar, ressuscita mortos (a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim e Lázaro) e ensina em profundas parábolas.
Os milagres e ensinos de Jesus autenticam as Suas credenciais messiânicas, demonstrando o Seu domínio sobre a doença, as forças da natureza, os demónios e a morte.
A Confissão de Pedro e a Transfiguração no Monte
~32 d.C.
Mateus 16:13–20; 17:1–9; Lucas 9:28–36
Mateus
Marcos
Lucas
Jesus
Pedro
Tiago
João
Moisés
Elias
Descrição
Em Cesareia de Filipe, Pedro confessa: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo». Dias depois, no monte da transfiguração, o rosto de Jesus resplandece como o sol e as Suas vestes tornam-se brancas como a luz, aparecendo com Moisés e Elias para falar da Sua partida em Jerusalém.
Revela a glória divina e majestade eterna de Cristo, testemunhada pela Lei (Moisés) e pelos Profetas (Elias).
A Entrada Triunfal em Jerusalém e a Purificação do Templo
Primavera de 33 d.C. (ou 30 d.C.)
Mateus 21:1–17; Marcos 11:1–19; Lucas 19:28–48; João 12:12–19
Mateus
Marcos
Lucas
João
Jesus
A Multidão com Ramos
Fariseus
Cambistas do Templo
Descrição
Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho, cumprindo Zacarias 9:9, enquanto o povo brada: «Hosana ao Filho de David!». No Templo, expulsa os cambistas que faziam da Casa de oração um covil de salteadores.
Apresentação pública de Jesus como o Rei Messias humilde que vem salvar o Seu povo.
A Última Ceia, a Instituição da Ceia do Senhor e a Agonia no Getsémani
Quinta-Feira Santa de 33 d.C.
Mateus 26:17–46; Marcos 14; Lucas 22; João 13–17
Mateus
Marcos
Lucas
João
1 Coríntios 11
Jesus
Os Doze Apóstolos
Judas Iscariotes
Pedro
Descrição
No cenáculo, Jesus lava os pés aos discípulos e institui a Ceia da Nova Aliança com o pão («o meu corpo») e o cálice («o meu sangue derramado para remissão de pecados»). Mais tarde, no jardim do Getsémani, ora em profunda angústia: «Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua».
Estabelecimento solene da Ceia do Senhor e obediência incondicional do Filho de Deus para beber o cálice do juízo no lugar dos pecadores.
A Prisão, o Julgamento e a Morte de Jesus Cristo na Cruz (Gólgota)
Sexta-Feira Santa de 33 d.C. (14 de Nisã)
Mateus 26:47–27:56; Marcos 15; Lucas 23; João 18–19
Mateus
Marcos
Lucas
João
Jesus
Caifás sumo sacerdote
Pôncio Pilatos
Herodes Antipas
Barrabás
Maria Mãe de Jesus
João apóstolo
José de Arimateia
Descrição
Traído por Judas com um beijo, Jesus é preso. Condenado falsamente por blasfémia pelo Sinédrio e entregue a Pilatos, é açoitado, coroado de espinhos e levado ao monte Calvário (Gólgota). Crucificado entre dois malfeitores, clama: «Pai, perdoa-lhes», «Está consumado!» (Tetélestai) e entrega o espírito. A terra treme e o véu do Templo rasga-se de alto a baixo.
O sacrifício expiatório e vicário supremo: Jesus morre no lugar dos pecadores, satisfazendo a justiça divina e rasgando o véu para que todo o que crê tenha livre acesso a Deus.
A Ressurreição Corporal de Jesus Cristo ao Terceiro Dia
Domingo da Ressurreição de 33 d.C. (16 de Nisã)
Mateus 28:1–15; Marcos 16:1–8; Lucas 24:1–49; João 20:1–29; 1 Coríntios 15:1–20
Mateus
Marcos
Lucas
João
1 Coríntios
Jesus Ressurreto
Maria Madalena
Pedro
João
Tomé
Os Discípulos de Emaús
Descrição
Na madrugada de domingo, a pedra é rolada e o túmulo é encontrado vazio por Maria Madalena e pelas mulheres. Anjos anunciam: «Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito». Jesus aparece vivo em corpo glorificado aos discípulos, come com eles, mostra as marcas das mãos e dos pés, e vence as dúvidas de Tomé: «Meu Senhor e meu Deus!».
O pilar inabalável da fé cristã: a derrota definitiva da morte e do pecado, garantindo a justificação e a futura ressurreição de todos os crentes (1 Coríntios 15:20).
A Grande Comissão e a Ascensão aos Céus
33 d.C. (40 dias após a Páscoa)
Mateus 28:16–20; Lucas 24:50–53; Atos 1:1–11
Mateus
Lucas
Atos
Jesus Glorificado
Os Onze Apóstolos
Dois Varões com Vestes Brancas
Descrição
Após ensinar os Seus discípulos durante 40 dias sobre o Reino de Deus, Jesus ordena no Monte das Oliveiras: «Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os... E eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos». À vista deles, é elevado aos céus numa nuvem, prometendo que voltará da mesma forma.
Coroação de Cristo à direita do Pai e envio de toda a Igreja para a missão global evangelizadora.
12. A Igreja Primitiva, as Viagens Missionárias e a Esperança Eterna
NT
~33 d.C. – ~100 d.C.
Síntese
A descida do Espírito Santo no Pentecostes, a coragem dos apóstolos em Jerusalém, o primeiro mártir Estêvão, a conversão dramática de Saulo de Tarso, a evangelização dos gentios, as três viagens missionárias de Paulo, o Concílio de Jerusalém, as epístolas apostólicas, o martírio de Pedro e Paulo sob Nero, a destruição de Jerusalém em 70 d.C. e o Apocalipse de João.
Atos dos Apóstolos; Epístolas Paulinas e Gerais; Apocalipse
Pedro
Estêvão
Filipe o Evangelista
Paulo (Saulo)
Barnabé
Tiago (irmão do Senhor)
Silas
Timóteo
Lucas
João apóstolo
O Derramamento do Espírito Santo no Pentecostes e o Nascimento da Igreja
33 d.C. (50 dias após a Páscoa)
Atos 2:1–47
Atos
Pedro
Os Doze Apóstolos
Os 120 Discípulos
Multidão de Peregrinos
Descrição
Reunidos no cenáculo em oração, ouve-se um som como de um vento veemente e línguas como de fogo pousam sobre cada um. Cheios do Espírito Santo, começam a falar das grandezas de Deus em línguas compreensíveis. Pedro prega o Evangelho com ousadia e cerca de 3000 almas são batizadas naquele mesmo dia.
O cumprimento da promessa de Joel 2:28 e de Jesus: o Espírito Santo habita em cada crente, capacitando a Igreja para o testemunho poderoso no mundo.
O Martírio de Estêvão e a Primeira Dispersão dos Crentes
~34 – 35 d.C.
Atos 6:1–8:4
Atos
Estêvão (diácono e mártir)
Saulo de Tarso
O Sinédrio
Descrição
Estêvão, cheio de graça e do Espírito Santo, testemunha perante o Sinédrio sobre a fidelidade de Deus e a rebeldia histórica do povo. Ao ser apedrejado até à morte, vê o céu aberto e Jesus em pé à destra de Deus, orando: «Senhor, não lhes imputes este pecado». Saulo de Tarso aprova a sua morte. A perseguição dispersa os crentes que pregam a Palavra por onde passam.
O primeiro mártir cristão reflete o amor de Cristo na morte, e a perseguição torna-se o catalisador para o Evangelho sair de Jerusalém rumo a Samaria e ao mundo.
A Conversão Dramática de Saulo no Caminho de Damasco
~35 d.C.
Atos 9:1–31; 22:1–21; 26:1–23; Gálatas 1:11–24
Atos
Gálatas
Saulo (Paulo)
Jesus Ressurreto
Ananias de Damasco
Barnabé
Descrição
Respirando ameaças de morte contra os discípulos, Saulo viaja para Damasco. No caminho, uma luz fulgurante do céu cerca-o e o Senhor ressurreto confronta-o: «Saulo, Saulo, por que me persegues?». Cego, é levado à cidade onde Ananias ora por ele. Recupera a visão, é cheio do Espírito Santo e passa a pregar destemidamente que Jesus é o Filho de Deus.
Uma das conversões mais transformadoras da história da humanidade: o feroz perseguidor é chamado para ser o «apóstolo dos gentios».
Pedro em Cesareia e a Conversão do Centurião Cornélio
~38 – 40 d.C.
Atos 10:1–11:18
Atos
Pedro
Centurião Cornélio
Irmãos da Judeia
Descrição
Deus dá uma visão a Pedro de um lençol com animais outrora considerados impuros («ao que Deus purificou não chames tu comum»). Pedro vai a Cesareia à casa do centurião romano Cornélio. Enquanto prega, o Espírito Santo desce sobre todos os ouvintes gentios, confirmando que Deus não faz acepção de pessoas.
Abertura oficial das portas do Evangelho aos povos gentílicos sem necessidade prévia de conversão ao judaísmo.
A Igreja em Antioquia e a Primeira Viagem Missionária de Paulo
~46 – 48 d.C.
Atos 11:19–30; 13:1–14:28
Atos
Gálatas
Paulo
Barnabé
João Marcos
Sérgio Paulo
Descrição
Em Antioquia da Síria, os discípulos são pela primeira vez chamados «cristãos». O Espírito Santo ordena: «Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado». Paulo e Barnabé viajam por Chipre e pelo sul da Galácia (Antioquia da Pisídia, Icónio, Listra e Derbe), plantando igrejas entre gentios e instituindo presbíteros.
Início da grande expansão missionária transcultural organizada da Igreja cristã.
O Concílio de Jerusalém em 49 d.C.: A Salvação pela Pura Graça
49 d.C.
Atos 15:1–35; Gálatas 2:1–10
Atos
Gálatas
Tiago (líder da igreja de Jerusalém)
Pedro
Paulo
Barnabé
Presbíteros e Apóstolos
Descrição
Alguns mestres da Judeia insistiam que os gentios convertidos deviam ser circuncidados para serem salvos. Os apóstolos reúnem-se em Jerusalém. Pedro e Tiago afirmam que tanto judeus como gentios são salvos unicamente «pela graça do Senhor Jesus Cristo» (Atos 15:11), sem o jugo da Lei de Moisés.
Vitória doutrinária essencial: preserva a pureza do Evangelho da justificação pela fé somente (sola fide, sola gratia).
As Viagens Missionárias na Europa (Filipos, Atenas, Corinto e Éfeso)
~49 – 57 d.C.
Atos 15:36–21:17; Epístolas Paulinas
Atos
Tessalonicenses
Coríntios
Romanos
Paulo
Silas
Timóteo
Lídia
O Carcereiro de Filipos
Priscila e Áquila
Apolo
Descrição
Guiado pela visão do «varão macedónio», Paulo leva o Evangelho à Europa (Filipos, Tessalónica, Bereia, Atenas no Areópago e Corinto). Na terceira viagem, ministra intensamente durante três anos em Éfeso e escreve as suas principais epístolas doutrinárias (como Romanos e Gálatas).
Consolidação das igrejas e redação das cartas apostólicas inspiradas que compõem grande parte do cânon do Novo Testamento.
A Prisão de Paulo em Jerusalém, o Naufrágio e a Chegada a Roma
~57 – 62 d.C.
Atos 21:18–28:31; Epístolas da Prisão
Atos
Efésios
Filipenses
Colossenses
Filemón
Paulo
Rei Herodes Agripa II
Festo governador
Lucas
Júlio o centurião
Descrição
Preso injustamente no Templo de Jerusalém, Paulo apela para César como cidadão romano. Após uma tempestade violenta e naufrágio na ilha de Malta, chega a Roma sob custódia, vivendo dois anos em prisão domiciliária onde «pregava o Reino de Deus com toda a intrepidez, sem impedimento algum». Escreve as Epístolas da Prisão (Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemón).
O Evangelho chega à capital do maior império do mundo antigo, cumprindo Atos 1:8 («até aos confins da terra»).
A Perseguição de Nero e o Martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo
~64 – 67 d.C.
2 Timóteo 4:6–8; 2 Pedro 1:13–15; Fontes Históricas Fidedignas (Clemente de Roma, Eusébio)
2 Timóteo
2 Pedro
1 Pedro
Imperador Nero
Apóstolo Pedro
Apóstolo Paulo
Timóteo
Descrição
Após o grande incêndio de Roma em 64 d.C., o imperador Nero culpa e persegue cruelmente os cristãos. O apóstolo Pedro é martirizado em Roma (segundo a tradição fidedigna da igreja primitiva, crucificado) e o apóstolo Paulo é decapitado, deixando o seu testamento final: «Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé» (2 Timóteo 4:7).
O selamento do testemunho apostólico com o próprio sangue, confirmando a veracidade e poder do Evangelho de Cristo.
A Queda de Jerusalém e a Destruição Total do Segundo Templo em 70 d.C.
70 d.C.
Cumprimento de Mateus 24:1–2; Lucas 19:41–44; 21:20–24; Fontes Históricas (Flávio Josefo)
Evangelhos
General Tito
O Exército Romano
Os Crentes dispersos em Pela
Descrição
Após a revolta judaica iniciada em 66 d.C., as legiões romanas do general Tito cercam Jerusalém. A cidade é devastada, o Segundo Templo é completamente queimado e demolido («não ficará pedra sobre pedra»), cumprindo com exatidão literal as profecias proferidas por Jesus 40 anos antes.
Encerra definitivamente o sistema sacrificial e sacerdotal levítico do Antigo Templo, apontando para o sacerdócio perfeito e eterno de Jesus Cristo.
O Apóstolo João em Patmos, a Visão do Apocalipse e a Nova Jerusalém
~95 – 96 d.C.
Livro do Apocalipse 1:1–22:21
Apocalipse
Apóstolo João
O Cordeiro de Deus (Jesus Glorificado)
A Noiva de Cristo
Descrição
Exilado na ilha de Patmos sob a perseguição do imperador Domiciano, o último apóstolo vivo, João, tem visões gloriosas da soberania de Jesus Cristo sobre a história, da derrota final de Satanás, da morte e do pecado, e da descida dos Novos Céus e Nova Terra: «Ele enxugará dos seus olhos toda a lágrima... Eis que faço novas todas as coisas».
O grandioso fecho de toda a Revelação Bíblica: a vitória final do Cordeiro, a comunhão eterna restaurada entre Deus e o Seu povo e a oração final da Igreja: «Amém! Vem, Senhor Jesus!».
Adão
Eva
Noé
Abraão
Sara
Job
Isaque
Jacob (Israel)
José
Moisés
Arão
Miriã
Josué
Calebe
Débora
Gideão
Rute
Boaz
Sansão
Samuel
Saul
Jónatas
David
Salomão
Elias
Eliseu
Amós
Oseias
Jonas
Isaías
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